JOGOS DO MUNDO

Resgate, diversão e aprendizado com ferramentas lúdicas

Aprendizado

Jogar é uma conduta própria do desenvolvimento infantil. Assumindo, a cada etapa do desenvolvimento da criança, diferentes formas de conduta e diferentes funções, o jogo constitui-se como uma atividade intrínseca à sua natureza e permite que a criança construa seu mundo e a si mesma.

O jogo, além de propiciar diversão e estar presente na interação com o meio, revela uma lógica diferente da racional, a lógica da subjetividade tão necessária à estruturação da personalidade humana quanto à formação das estruturas cognitivas.

Assim, o jogo ganha propriedades de destaque enquanto um meio para aprendizagem, um método diferenciado que motiva e atrai o aprendiz.

Imersão

O homem desenvolve e pratica jogos como fator de equilíbrio psicológico tanto em nível individual, como forma de equilibrar estados subjetivos, quanto em nível social, como forma de relacionamento positivo e otimista com outras pessoas.

Nesse contexto de imersão, a partir do “círculo mágico” criado no momento do jogar, o aprendiz tem a oportunidade de experimentar suas potencialidades e compartilhar percepções com seus colegas de jogos – adversários ou parceiros.

Diversidade de estímulos lúdicos

Com jogos de diferentes culturas e momentos da história da humanidade, a criança pode assimilar o mundo, trabalhando o contato com outras formas de pensar, de agir. É um passo cultural de grande importância no desenvolvimento de um ser integral, empático e com potencial de ação em nossa sociedade diversa.

O jogo regula aprendizados; é através dos jogos e brincadeiras que a criança adapta os fatos e a realidade aos seus esquemas e possibilidades de conhecimento. Assim, projetos desenvolvidos a partir dos Jogos do Mundo apresentam passos sólidos para uma educação própria ao século XXI, própria ao aprender a aprender.

Organizamos nossos jogos em três grandes categorias

JOGOS DE MESA

Jogos de tabuleiro clássicos e modernos

JOGOS GIGANTES

Experiências lúdicas em grupo

DESAFIOS

A arte de propor e resolver problemas

Aspectos históricos

Muito antes de os jogos adquirirem o caráter competitivo típico das sociedades atuais eles eram utilizados como importantes meios de transmissão cultural nas sociedades antigas.

Ao ensinarem um jogo os membros mais velhos de um grupo transmitiam aos jovens e às crianças uma série de conhecimentos e formas de relações sociais e comportamentais que fazem parte do patrimônio cultural do grupo ao qual pertencem.

Ao ensinar um jogo, ensina-se uma forma de viver. O ato de jogar era visto como um momento de crescimento, de desenvolvimento de habilidades necessárias ao amadurecimento e convívio social.

Assistimos hoje a uma proliferação de jogos de todo tipo, uns mais outros nem tão inteligentes e saudáveis. De um modo geral, os jogos eletrônicos comerciais têm fortalecido o papel do enquanto mero “passatempo”, sem maiores intenções de desafiar o jogador a se desenvolver.

Ferramentas

Os jogos que são nossas ferramentas de trabalho, cuja eficácia tem sido amplamente testada, são os jogos conhecidos como quebra-cabeças e os de tabuleiro clássicos ou modernos, que exigem o emprego de estratégias para se atingir o objetivo proposto.

Salientamos um aspecto que só os jogos tradicionais e de tabuleiro possuem: a interação presencial entre os jogadores. São jogos que requerem basicamente a capacidade de parar, concentrar-se, elaborar pensamentos e, sobretudo saber respeitar o tempo do outro.

Com uma rotina de intensa pesquisa, seleção e experimentação de jogos na última década, temos como fruto de nosso trabalho inúmeros produtos, serviços e projetos que se desenvolvem e se espalham pelo país afora. Nos links abaixo você pode conhecer nossos projetos:

PROJETOS

PENSAR

Aos educadores que buscam ferramentas e processos lúdicos para suas atividades pedagógicas.

GESTOR DE DESAFIOS

Para profissionais que buscam inovar seus processos de avaliação e gestão organizacional, a partir do resgate lúdico e da conquista compartilhada.

MENTE ATIVA

Jogos desenhados para terceira idade em contexto de prevenção e melhoria das habilidades cognitivas.

Perguntas e respostas

São jogos oriundos das mais distintas culturas humanas, de todos os continentes deste planeta. Possuem séculos ou milênios de história, sendo utilizados para transmitir formas de pensar e agir destes povos. Conhecer este patrimônio cultural é uma viagem pelo espaço e tempo e uma grande oportunidade de conhecer os modos de pensar de outros povos. Também incluímos jogos modernos criativos, que tem em seu aspecto principal a estratégia abstrata.

Consideramos o jogo uma ferramenta. Assim, ela é um recurso que tem potencial de melhoria nas relações que permeia, a depender da visão e do objetivo do mediador que utilizará a ferramenta. É importante que o mediador tenha clareza do porque fez a escolha de determinado jogo e qual o seu objetivo com o mesmo para que sua prática não seja vista apenas como preenchimento do tempo. O jogo quando escolhido sob critérios claros e funcionais; quando utilizado com um objetivo educacional, tende a ter grande potencial de uso em contexto de aprendizagem.

Os jogos permitem o uso de uma multiplicidade de funções, tanto cognitivas quanto executivas. Cita-se a percepção, a atenção, a memória (de trabalho e de longo prazo), a linguagem, o raciocínio, a resolução de problemas e a tomada de decisão. Podemos assim, considerar como uma atividade que permite, se bem explorada, o desenvolvimento do pensar sobre o pensar, ou seja a metacognição.

Precisamos tomar cuidado com o pensamento que basta ser entregue um exemplar do jogo às crianças e, então deixar que ela se desenvolva, pois assim podemos dizer que o “jogo é cognitivo”. Isto é um engano, pois as propriedades do jogo de mesa se resumem à sua estrutura e dinâmica. Não é inerente de um jogo ser “cognitivo”, pois ele não possui cognição. O jogo é um objeto em relação, ele é uma ferramenta que permite a quem joga o uso de sua cognição e, se houver mediação de aprendizagem, o desenvolvimento da cognição do jogador.

Observando os jogos, percebemos que por serem de culturas diversas permitem o ensino da história de cada povo que construiu o jogo, seus hábitos costumes e o que o jogo absorveu disso, além da Geografia do local, das organizações políticas e sociais de cada povo. Pode-se trabalhar também questões ligadas a interpretação de textos, a escrita das regras e leitura de diagramações. A matemática está presente de forma direta em vários jogos e também pode ser observada na prática enquanto raciocínio lógico abstrato.